Reflexão Final
Fazendo uma retrospetiva da unidade curricular de Didática da Língua Portuguesa é importante referir que, embora não tenham sido lecionados todos os conteúdos propostos, muitos aspetos fundamentais para a prática educativa foram abordados.
A didática da língua portuguesa é, assim, uma área com grande desenvolvimento nas metodologias e práticas pedagógicas utilizadas em sala de aula no ensino do português.
A importância da língua portuguesa: transversalidade e literacias referente ao ponto um da unidade curricular é fundamental para compreendermos o valor que a nossa língua materna tem em várias áreas e não apenas na escola. No documento analisado em aula, da autora Maria de Lourdes Dionísio, percebemos que a literacia disciplinar se refere à capacidade de compreendermos, interpretarmos e construirmos o conhecimento de uma determinada disciplina ou área de estudo. A literacia disciplinar vai para além da leitura e escrita básica, englobando outras habilidades necessárias para o entendimento e interação com áreas específicas, pois cada uma delas tem linguagens características.
No que diz respeito ao segundo ponto, ensino da língua materna: objeto e objetivos, é importante ter em conta que a nossa língua oficial e com qual nos comunicamos é o português e, o ensino desta língua pressupõe os seguintes objetos, a compreensão e produção de textos orais e escritos, a gramática, a educação literária e o desenvolvimento de competências comunicativas.
Para cada um dos objetos, são traçados diferentes objetivos que passam por promover a capacidade de usar a língua de forma apropriada em diversas situações, sejam elas, formais ou informais, melhorar a habilidade escrita e falar de forma coerente e correta, estimular a capacidade de analisar, interpretar e criticar textos, proporcionar um conhecimento alargado da literatura e dos textos literários e contribuir para o desenvolvimento dos alunos, ajudando-os a compreender melhor os outros e participar de forma ativa e crítica na sociedade.
Para concluir este ponto, é fundamental tomar consciência da importância da língua portuguesa como forma de comunicar, aprender e expressar sendo ela transversal a todas as áreas.
Como futura docente, o ponto três é bastante importante, na medida em que são apresentados os documentos oficiais de organização curricular no Pré-escolar e no 1º ciclo e o Perfil dos Alunos à Saída da Escolaridade Obrigatória. Estes são os três principais guias e orientadores da nossa prática educativa, pois nestes documentos estão as ferramentas que nos ajudam na organização e planificação do ano letivo.
Feita uma análise pormenorizada destes documentos, percebemos que cada vez mais, se pretende fomentar a autonomia dos alunos e a sua própria construção do conhecimento, tendo como suporte na retaguarda o professor. O aluno é visto como a figura central do processo de ensino e aprendizagem e conta com o docente como mero mediador e colaborador.
Com estes documentos, principalmente com o PASEO, a escola deixa de olhar para o aluno como um simples recetor de conhecimento científico, mas olha-o também como um futuro cidadão crítico, criativo, capaz de resolver problemas e de viver em sociedade.
Uma vez que os pontos quatro, cinco e seis não foram abordados no contexto de sala de aula, passamos ao ponto sete.
Relativamente a este ponto e tendo em conta as minhas expetativas iniciais, é com alguma frustração que reflito sobre ele, já que esperava ter aprofundado esta temática, que na minha opinião, é das mais importantes no processo organizativo da prática docente.
É certo que o termo planificação não é novo, este é um conceito transversal que está presente em várias áreas, seja na vida social, pessoal ou profissional. No campo da educação, a planificação assume-se como um processo fundamental em qualquer atividade promovida pelo professor, sendo um processo que o deverá acompanhar ao longo da sua careira profissional.
Arends (1995) quando fala de planificação, refere-se a este processo como algo indispensável das práticas educativas, pois só através deste processo o docente consegue pensar a sua ação e modificar o currículo, tendo em conta as realidades e necessidades do contexto em que se insere.
Por sua vez Capucha (2008)
defende que o objetivo principal da planificação é
conduzir à mudança, contribuindo para a promoção do sucesso da
aprendizagem e estar preparado para eventuais situações em que tenha de alterar
tudo o que planeou. Nas planificações constam as estratégias, os objetivos e os
recursos necessários para a execução das tarefas.
Elaborar uma planificação não é tão simples como se pensa, na medida em que o sucesso e êxito dos alunos dependem da forma como o docente planeia e organiza as suas aulas. Por isso, o professor deve ser flexível e reflexivo face a esta temática porque as planificações são elaboradas, mas estão sempre sujeitas a alterações.
Deste modo introduzimos outro tema fundamental na prática pedagógica como o professor reflexivo. Foi dos temas mais abordados e detalhados em aula dada a sua importância atualmente.
A reflexão, na última década, tornou-se numa das tendências dominantes na área da formação de professores e o conceito de prática reflexiva surge como uma forma de refletirem sobre as práticas de ensino.
A natureza da atividade docente, cujo objetivo central é o ensino, solicita aos professores uma reflexão do processo de desenvolvimento profissional ao longo da carreira (Day, 2001), que lhes dê a oportunidade de alcançar os objetivos do ensino mediante a realização de práticas de sala de aula qualificadas e bem sucedidas.
Um
professor reflexivo é assim, alguém que pensa constantemente sobre a sua
prática. É um professor que planifica e pensa a gestão do
currículo, que avalia a sua
prática e reflete sobre ela tendo sempre como objetivo a
aprendizagem significativa dos seus alunos.
Na verdade, antes de nos tornarmos professores, somos seres humanos, com medos, dificuldades, dúvidas, anseios, sujeitos ao erro, mas sobretudo devemos encarar a nossa profissão com brio, competência, flexibilidade, abertura para a crítica construtiva e querendo melhorar sempre a cada dia. Por isso é que a formação dos professores tem de ser contínua.
Refletidos os pontos da unidade curricular, cabe agora mencionar a pertinência das reportagens que fomos vendo ao longo do semestre. A Escola de Cá e Lá e a Rita Odeia a escola e é recíproco, são "alertas" para a urgente mudança no ensino em Portugal. Mais uma vez, há que olhar para o sistema de ensino e reformulá-lo sempre tendo em conta o sucesso e bem estar dos alunos.
Concluindo, saliento a importância da construção deste portefólio já que me foi útil para a compilação de todos os materiais construídos ao longo do semestre, bem como para a reflexão dos seus conteúdos e, sobretudo, fez-me pensar em como a educação ainda pode evoluir, motivando-me ainda mais.
